A dura e feliz realidade do Quarto de Despejo

quartodespejo
Fonte: Reprodução/Internet

Sabe aquela leitura que te emociona do início ao fim? Que te envolve ao ponto de você sentir na pele tudo o que a ‘persona’ está vivendo? Assim é o ‘Quarto de Despejo – Diário de uma Favelada’ de Maria Carolina de Jesus (1914-1977).
O duro relato do cotidiano dos favelados ganha uma dimensão universal no diário desta catadora de lixo que vive à margem da sociedade com seus filhos, mas que não se conteve com os martírios vividos e educou seus filhos como uma mãe atenciosa e dedicada.
A obra tem uma linguagem simples e a editora fez questão de não fazer as correções ortográficas, creio que propositalmente, para perpetuar a essência desta autora que relata o que viveu, sem artifícios ou fantasias.
Destaco alguns trechos da obra:

“… Sei dominar meus impulsos. Tenho apenas dois anos de grupo escolar, mas procurei formar o meu carater. A unica coisa que não existe na favela é solidariedade.”

“… O que eu aviso aos pretendentes a politica, é que o povo não tolera a fome. E preciso conhecer a fome para saber descrevê-la.”

“… O Brasil precisa ser dirigido por uma pessoa que já passou fome. A fome também é professora. Quem passa fome aprende a pensar no próximo, e nas crianças.”

“Eu cato papel, mas não gosto. Então eu penso: Faz de conta que eu estou sonhando.”

Espero que gostem da leitura e no mais Carpe Diem!

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